domingo, 17 de abril de 2005

Portugal e a justiça

No nosso país, a justiça não é má é péssima. Espero sinceramente, porque não podemos perder mais tempo, que este governo ponha a justiça a funcionar.
Em qualquer área portuguesa não existe justiça, ou pelo menos esta demora séculos a fazer-se cumprir. Como não podia deixar de ser, o futebol não foge à regra.
Como se pode aceitar que depois de todo este tempo em que o Major teve afastado, vai voltar à presidência da Liga, sem que saibamos se é inocente ou culpado. Pelo menos começa-se agora a falar do Pinto da Costa do Reinaldo Telles, etc. Em vez de estarmos sempre neste clima de suspeição, que se saiba de uma vez por todas se são culpados ou não, e que o Octávio Machado, conte também tudo o que sabe.
Outro aspecto em que em Portugal as leis até são boas, mas simplesmente ninguém as cumpre, porque ninguém fiscaliza. No caso de jogos de futebol, tem-se vindo a assistir a um crescente uso da violência, que na minha opinião tem vários culpados, embora dois sejam os fulcrais: os árbitros e a LPFP através do seu órgão Conselho Disciplinar. Se todos aqueles que agridem outros jogadores fosse exemplarmente castigados com três jogos não tínhamos chegado a este ponto. E que fosse reincidente multiplica-se este castigo pelo número de vezes que tinha voltado a pisar o risco: 2,3,4 os que fossem preciso até que se acabasse.
Para além desta questão temos ainda, o facto de os árbitros entre si não terem os mesmos critérios e não os aplicarem de forma constante até ao final do jogo. Da primeira temos como exemplo os dois jogos de ontem, num (FCP-VFC) o guarda-redes setubalense levou um cartão amarelo logo no inicio do jogo por não chutar a bola com prontidão, no outro (SLB-UL) o Costinha deu-se ao luxo de gozar com todos aqueles que gostam de futebol e especialmente aqueles que como eu pagaram bilhete ao demorar sempre o mais possível a colocar a bola em jogo. Se existe uma regra que prevê 6 segundos para o guarda-redes largar a bola, então marquem falta se o guarda-redes não o fizer. Mas como esta lei, nunca é aplicada, é daquelas que já deixou de interessar e se um árbitro marcar uma falta destas até lhe vai cair tudo em cima. Por outro lado, se não marcar depressa os pontapés de baliza, então que se lhe mostre o cartão amarelo depois de um primeiro aviso.
Tal como disse, a outra questão prende-se com o facto de só se começarem a mostrar cartões, a partir de determinado momento e não desde o ínicio do jogo. Gostava de saber como é que os árbitros sabem qual é o momento em que já é "permitido" mostrar cartões. OS CARTÕES SÃO PARA SER MOSTRADOS DESDE O PRIMEIRO MINUTO!!!!! Obviamente, tolero que se façam alguns avisos antes de mostrar, mas não é necessário avisar cada jogador, avisa-se uma vez e já chega.
Provavelmente estou a ser exigente com o futebol português mas tive a sorte de durante a tarde de ontem presenciar o desafio entre Liverpool e Totenham que acabou empatado a 2. Nesse jogo, não haviam equipas preocupadas em perder tempo, mas sim em jogar futebol embora o Liverpool tivesse uma filosofia de jogo mais ofensiva..
Temos condições para ter uma liga mais competitiva e espectacular, só precisamos que as equipas se preocupem exclusivamente em jogar futebol....
LN